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Justiça mantém condenação da União e de SP por tortura na Ditadura

Estudante da USP foi presa e torturada entre 1968 e 1971 durante o regime militar
Ato em repúdio ao golpe militar de 1964, em Brasília (DF), em abril de 2024.

Ato em repúdio ao golpe militar de 1964, em Brasília (DF), em abril de 2024.

— Reprodução/Agência Brasil/Fernando Frazão

13 de abril de 2026

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) confirmou a sentença que condena a União e o Estado de São Paulo a pagar indenização a uma estudante universitária perseguida politicamente durante a Ditadura Militar.

No ordenamento jurídico brasileiro, a União é a pessoa jurídica de Direito Público que representa o Governo Federal, tanto no âmbito interno quanto nas relações internacionais. Ela integra a estrutura da República Federativa do Brasil, ao lado de estados, municípios e do Distrito Federal.

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A decisão unânime da Quarta Turma do TRF3 fixou a indenização de R$ 300 mil para a vítima, que não teve seu nome divulgado. O ressarcimento deverá ser dividido entre os réus.

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De acordo com o processo, a estudante vivia em uma residência estudantil da Universidade de São Paulo (USP) e, entre 1968 e 1971, foi presa e torturada. No cárcere, ela recebeu choques elétricos e uma injeção de éter no pé.

Os magistrados entenderam que os documentos oficiais e depoimentos de testemunhas confirmaram a responsabilidade objetiva do condenado, além de demonstrar a prática de tortura e prisões ilegais por agentes do Estado. A ação também cita segregações, arbitrariedades e violências morais contra a jovem. 

A decisão reconhece que a vítima foi submetida a uma sequência de violações graves de direitos, que vão além dos danos materiais e atingem diretamente sua dignidade e integridade emocional. 

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Ao destacar o “cerceamento de sua liberdade em condições de violência extrema” e a perseguição policial, o relator da ação indica um contexto de repressão sistemática, agravado pelo afastamento de seu lar, país e vínculos afetivos. 

Texto com informações da Agência Brasil.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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