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Juristas pedem ao Tribunal Penal Internacional investigação de Trump por invasão à Venezuela

Presidente Donald Trump em visita ao complexo Ford River Rouge, em 13 de janeiro de 2026.

Presidente Donald Trump em visita ao complexo Ford River Rouge, em 13 de janeiro de 2026.

— Anna Moneymaker / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

14 de janeiro de 2026

Mais de 200 juristas, parlamentares e organizações de direitos humanos denunciaram, na terça-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Tribunal Penal Internacional (TPI), por crimes de guerra e contra a humanidade cometidos durante a invasão à Venezuela e sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.

As denúncias incluem crime de agressão, tomada de reféns, pilhagem, desaparecimentos forçados e graves violações do direito internacional humanitário. Além de Trump, a petição pede que o órgão internacional analise as responsabilidades penais do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

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Os juristas destacam que o sequestro de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, configura crime de tomada de reféns e de privação ilegal de pessoas protegidas pela Convenção de Genebra, que inclui chefes de Estado.

Em relação aos ataques estadunidenses contra embarcações em águas caribenhas, o documento declara que as ações já teriam causado a morte de 104 pessoas, sob a justificativa de operações de combate ao narcotráfico.

“Essas ações resultaram na destruição de embarcações e na morte de civis, sem autorização judicial, sem aviso prévio e sem respeito aos princípios da distinção, da necessidade e da proporcionalidade consagrados no Direito Internacional Humanitário. Até a data desta apresentação, não há evidências de investigações criminais ou processos de responsabilização eficazes em qualquer jurisdição nacional”, declarou a Associação Americana de Juristas (AAJ), uma das entidades envolvidas na denúncia, em nota à imprensa.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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