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‘Não vamos medir esforços’, diz dirigente do Atlético Mineiro sobre investigação de torcedor racista

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o torcedor do Galo discutindo com os flamenguistas, apontando para a pele antes de xingá-los
O Atlético Mineiro está trabalhando com a Polícia Civil para apurar o caso.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

8 de julho de 2024

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) iniciou uma investigação para identificar um torcedor do Atlético Mineiro suspeito de cometer atos racistas durante a partida contra o Flamengo, ocorrida na última quarta-feira (3). O fato foi registrado por torcedores do Flamengo e mostra o atleticano discutindo com os torcedores adversários, apontando para a pele antes de xingá-los. As imagens do incidente se espalharam rapidamente pelas redes sociais.

O CEO do Atlético, Bruno Muzzi, afirmou à rádio Itatiaia que o clube não tolera atos racistas e está disposto a colaborar com a Polícia Civil. “Não vamos medir esforços para apoiar as forças de segurança no que for necessário para identificar esse torcedor. Sendo identificado, o clube também tomará as medidas cabíveis”, destacou.

Segundo nota do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, o Atlético trabalha em parceria com a polícia para investigar o caso. O clube já cedeu imagens das câmeras do estádio Arena MRV para facilitar a investigação e está tratando o assunto como prioridade.

A Polícia Civil de Minas Gerais, segundo o Observatório, conta com a ajuda de pessoas que conheçam o suspeito para que seja identificado e ouvido. 

  • Caroline Nunes

    Jornalista, pós-graduada em Linguística, com MBA em Comunicação e Marketing. Candomblecista, membro da diretoria de ONG que protege mulheres caiçaras, escreve sobre violência de gênero, religiões de matriz africana e comportamento.

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