O 4° Prêmio do Afroturismo, promovido pela plataforma Guia Negro, vai reconhecer dez categorias que se destacaram no setor em 2025 em 14 de abril de 2026, a partir das 17h30 no auditório transformation, no Expo Center Norte, dentro da maior feira de turismo do continente, o WTM Latin America, em São Paulo.
Finalistas das cinco regiões do país foram escolhidos por jurados do setor, que decidem quem são os vencedores.
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A categoria “melhor conteúdo de afroturismo” tem voto popular pela internet. Já a de “melhor empresa” tem votos abertos, sem finalista pré-definido.
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O ano de 2025 foi de destaque para o afroturismo, que avançou na institucionalização no Ministério do Turismo, no Ministério da Igualdade Racial e também na Embratur.
“Há um movimento crescente e sem volta da consolidação do segmento. O prêmio é uma momento de reunir os atores do mercado, celebrar e reconhecer quem está se destacando e tornando o turismo mais diverso”, afirma Guilherme Soares Dias, fundador do Guia Negro e idealizador do prêmio.
A plataforma criou o prêmio em 2023, em versão on-line. O prêmio tem contribuição de quem faz parte do setor e convida jurados de diferentes áreas: agências de viagem, consultores, hoteleiros, guias de turismo e especialistas que têm atuado na área.
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Quem são os finalistas
Melhor profissional do afroturismo:
1 – Valéria Lima, do Afroturismo Amapá
Precursora do afroturismo na região Norte contribuindo há mais de uma década, realiza a Caminhada Macapá Negra, articula com governos e entidades para ampliação do setor no Amapá.
Griot, fez parte da equipe que reconstituiu o Parque Nacional de Palmares. É guia em Palmares, e Maceió, atuando também na Anajô, entidade do movimento negro e no Festival Subindo a Serra.
Guia de turismo, fundadora do Rotas Afro, pesquiso e narra as memórias negras das cidades do interior paulista. Precursora do uso da realidade aumentada nas atividades de afroturismo.
4 – Hubber Clemente, São Paulo
Fundador da Afroturismo Hub, consultor em diversidade, articulador junto ao governo de São Paulo, tornou-se presidente da Associação Brasileira de Afroturismo.
5 – Manoela Ramos
Organiza a Feira Litéraria de Boipeba, levou ação para Moçambique e está executando edital de turismo comunitário e negro na Amazônia paraense.
(Solange Barbosa, Tania Neres e Thais Rosa, que venceram as três primeiras edições, não concorreram esse ano e indicaram profissionais entre os finalistas).
Melhor destino nacional:
1 – Recôncavo baiano
Berço do samba, das cerâmicas, da farinha e da resistência negra, com diversos terreiros de candomblé e quilombos. Abriga festas como Boa Morte, Nego Fugido, Lavagem de Santo Amaro e Bembé do Mercado.
2 – São Luís
Capital do Maranhão tem realizado forte trabalho no afroturismo, capacitando o trade, instalou um belo monumento à Diáspora Africana, promove o turismo do quilombo urbano Liberdade e eventos.
3 – Palmares (AL)
Maior quilombo das américas, liderado por Zumbi dos Palmares passou por reformas e investimentos e é local de visita obrigatória para brasileiros que querem entender melhor a história negra.
4 – São Paulo
Subestimada como rota de turismo e do afroturismo, a capital paulista abriga o melhor e maior museu da diáspora africana, Museu Afro Brasil, escolas de samba, Aparelha Luzia e caminhadas negras.
5 – Belo Horizonte
Capital mineira é palco de samba, de gastronomia com herançada diaspora africana (frango com quiabo, angu), congadas, além de Caminhadas Negras. Foi a sede do Congresso Brasileiro de Afroturismo.
(Salvador e Rio de Janeiro que foram vencedoras das três primeiras edições não concorrem em 2026)
Melhor destino internacional:
1 – África do Sul
Vencedora do 1º Prêmio do Afroturismo, o país africano tem recebido brasileiros interessados em intercâmbio, férias e lua de mel. Os voos diretos facilitam a conexão.
2 – Benim
O país que compartilha de cultura e história com a Bahia, articula voo ligando Salvador a Cotonou, acordos bilaterais e passaporte para brasileiros negros da diáspora africana.
3 – Panamá
País da América Central tem investido no turismo com foco na cultura e história negra para se diferenciar e trazer novas possibilidades de turismo para os visitantes.
4 – Jamaica
País da diáspora africana localizada na América Central tem atraído atenção e se tornado destino de brasileiros negros, em busca da conexão com o reggae e com a cultura rastah.
5 – Egito
País do continente africano, berço da humanidade e de diversos conhecimentos, ganhou novo museu com peças antigas e tem propagado a história negra em seus roteiros.
(Colômbia que venceu a segunda e terceira edição do prêmio não concorre neste ano)
Empresa de afroturismo destaque do ano:
Votação aberta para empresas que apoiam ações voltadas ao afroturismo:
1 – Sesc São Paulo
Entidade privada que pauta ações do turismo social ligadas ao afroturismo em diferentes unidades do Estado de SP, com roteiros, cursos, palestras, mesas de debate e integração de novos funcionários.
2 – Belotur
Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte tem a missão de promover a capital mineira como polo de atração turística com visibilidade. Foi patrocinadora do Congresso Brasileiro e do guia de Afroturismo de BH.
3 – CAF
Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe tem investido e apoiado o afroturismo, com parcerias com Embratur e Instituto Feira Preta; promoveu seminários e guia prático.
4 – Loreal
Empresa de cosméticos com sede na Pequena África, no Rio, tem feito programas frequentes de roteiros afrocentrados, além de aumentar a presença de pessoas negras e realizar ações de antirracismo.
5 – BID
Banco Interamericano de Desenvolvimento financiou ações como o Salvador Capital Afro e tem feito trabalho capitaneado por Juliana Bettini de incentivo ao turismo e empreendedorismo negro.
(Copastur, Sebrae Embratur que já venceram a categoria em anos anteriores não concorreram nessa edição)
Melhor criador de conteúdo sobre afroturismo:
Voto popular pela internet
1 – Emile Brito
Baiana viajante, publica sobre estilo de vida, culturas e autoestima. #EmilePorAí esteve nos últimos meses Portugal, Marrocos, São Paulo, Belo Horizonte dando dicas de cabelo, estilo e lugares para visitar.
2 – Rebecca Aletheia
Cidadã do mundo, negra viajante, criadora de conteúdo digital, já visitou 50 países. É fundadora da Bitonga Travel que realiza podcast, tem site e faz viagens com mulheres negras.
3 – Lucas de Matos
Apresentador, escritor “Preto Ozado”, faz conteúdos sobre literatura, arte, cultura e comunicação. Baseado em Salvador, realiza viagens e críticas literárias. É colunista do @guianegro.
Melhor atrativo ou experiência turística:
1 – Muncab – Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira – Salvador
Museu localizado no Pelourinho ganhou nova diretoria e diversas exposições, com eventos como lançamentos de livros e sambas. Repatriou diversas obras que estavam nos EUA e inaugurou segundo prédio.
2 – Museu das Favelas – São Paulo
O Museu, em seu novo endereço, realizou diversas exposições ligadas ao povo preto que engajaram público diverso, além de rodas de conversa, estudos e festas ligadas à cultura negra.
3 – Sítio Rosa do Vale – Poço das Antas (RS)
Espaço localizado em Poço das Antas (RS) realiza experiências como samba da uva, além de produzir uvas e a partir delas sucos, vinhos e espumantes. Tudo isso chefiado por uma mulher negra.
4 – Casa Savana – Rio de Janeiro
A mais nova Casa de Cultura e Eventos no centro do Rio de Janeiro. O espaço cultural celebra a diversidade, gastronomia e música em um ambiente de diversidade.
5 – Novo Quilombo – São Luís
Espaço cultural que realiza eventos musicais ligados ao reggae, além de receber grupos de turistas que visitam o Quilombo Urbano da Liberdade. Responsável pela esquina Bob Marley, grafite instagramável.
Melhor experiência Brasil adentro:
1 – Caminhada Olinda Negra – Alafin Oyó
Histórias, dança, música e instrumentos conduzem o percurso realizado pelo Alafin Oyó nas ladeiras de Olinda, em Pernambuco. A experiência é bem diferente do turismo tradicional da cidade.
2 – Caminhada Belos Horizontes Negros – Sensações Turismo
Feita com prosa, afeto e afronta, o roteiro que percorre o centro da capital mineira ganhou três versões diferentes e tem ampliado o público com escolas, empresas e caminhadas abertas.
3 – Cidade Griot Praia Grande – Marcelo Cardoso
A experiência mostra o centro histórico de São Luís do Maranhão para além do óbvio. A narrativa afrocentrada revela histórias e cultura negra chegou a intercambistas, escolas e público geral.
4 – Brasília Negra – Bianca Daya
O roteiro realizado na Capital Federal é oferecido ao público geral, escolas e empresas. Foi contratada pelo governo federal e eventos realizados na cidade, ampliando o debate.
5 – Caminhada Juiz de Fora Negra – Damata Cultural
Roteiro desenvolvido por Pamela Stéfanie e parceiros já teve parceria com a prefeitura (sendo realizado gratuito ao público) ajudou a pautar novos debates na cidade mineira.
Melhor empreendimento de afroempreendedor ligado ao afroturismo
1 – Dida Bar e Restaurante – Rio de Janeiro
Chefiado por Dida Nascimento, o restaurante organiza sambas, jantares africanos e eventos ligados a bares e comidas negras. Agora na Lapa é ponto de encontro da comunidade e local de visita. Foi o segundo mais votado por dois anos no prêmio, mas ainda não o levou.
2 – Teresa Bar – Campo Grande (MS)
Bar homenageia Teresa de Benguela, tem cardápio de gastronomia e bebidas autorais, oferecendo comida de boteco, além de músicas ao vivo e ótimas “saideiras”.
Loja de produtos artesanais, de roupas chefiada por Sandro que faz arte em madeira e recebe roteiros turísticos, além de exposições em museus e eventos com o samba escultural.
Restaurante que serve hambúrgueres, na Rua Augusta, com homenagens a rappers, com estética e músicas da cultura. Acolhe eventos e encontros do povo preto.
Restaurante localizado no Santo Antônio Além do Carmo que serve comida autoral, sendo referência para a negritude da cidade. A vista é considerada uma das mais bonitas da capital baiana.
Destaque Guia Negro
Será revelado no dia do prêmio e escolhido pela equipe do Guia Negro.