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Projeto que institui percurso de afroturismo quilombola é aprovado no Rio Grande do Sul

A iniciativa “Rota da Liberdade”, proposta pela deputada estadual Laura Sito (PT), fortalece o turismo antirracista e valoriza o protagonismo de comunidades negras e quilombolas
A deputada estadual Laura Sito (PT) e os deputados da Bancada Negra Matheus Gomes (PSOL) e Bruna Rodrigues (PCdoB), na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em 18 de novembro de 2025.

A deputada estadual Laura Sito (PT) e os deputados da Bancada Negra Matheus Gomes (PSOL) e Bruna Rodrigues (PCdoB), na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em 18 de novembro de 2025.

— Reprodução/Kelly Demo Christ

23 de novembro de 2025

Durante a semana da Consciência Negra, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) aprovou por unanimidade, na terça-feira (18), o Projeto de Lei 276/2024, que institui a “Rota da Liberdade”, o primeiro percurso de afroturismo em territórios quilombolas do estado. A iniciativa, de autoria da deputada estadual Laura Sito (PT), visa resgatar a história, fortalecer o protagonismo e valorizar as comunidades quilombolas gaúchas.

O trajeto previsto pelo projeto se estende de Osório a Santa Vitória do Palmar, integrando territórios quilombolas ao longo do litoral e fomentando o turismo étnico comunitário.

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O PL reconhece a Rota como bem de relevante interesse cultural imaterial do Estado e estabelece que sua gestão será comunitária, garantindo às comunidades quilombolas o protagonismo na construção, organização e condução das atividades turísticas.

 A iniciativa fortalece o turismo de base comunitária, incentiva a economia local, contribui para a preservação ambiental e promove um turismo antirracista, inclusivo e que busca a reparação histórica.

Para a deputada Laura Sito, a aprovação durante o mês da Consciência Negra reforça o simbolismo da medida. “A população negra foi e é parte central da construção do nosso estado, social, cultural e economicamente. Por séculos, nossa contribuição foi invisibilizada e apagada da história oficial. A Rota da Liberdade é uma forma concreta de reconhecer, valorizar e colocar no centro do desenvolvimento do Rio Grande do Sul o protagonismo negro e quilombola”, destaca a parlamentar em comunicado à imprensa.

O Rio Grande do Sul possui 146 comunidades quilombolas identificadas, das quais 90% já são certificadas pela Fundação Palmares. A região contemplada pela Rota da Liberdade concentra cerca de 38% desses territórios, incluindo comunidades como Morro Alto, Costa da Lagoa, Limoeiro, Casca, Teixeiras, Colodianos, Vó Marinha e Vila de São José do Norte.

O projeto prevê ainda a criação de um Núcleo de Turismo Étnico Comunitário, gerido pelas próprias comunidades, para ampliar a diversidade turística do litoral e da Costa Doce.

A aprovação da Rota da Liberdade representa um avanço nas políticas públicas que reconhecem o papel central das comunidades quilombolas na história, memória e no desenvolvimento do Rio Grande do Sul. 

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  • Thayná Santana

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