PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Dom Filó leva exposição sobre funk e lançamento de livro sobre soul afro-latino à Europa

Produtor marcará presença em eventos na França e na Alemanha que celebram o funk, o soul e o cosmopolitismo Black Power
O produtor cultural, engenheiro e fundador da CULTNE, Dom Filó.

O produtor cultural, engenheiro e fundador da CULTNE, Dom Filó.

— Divulgação

23 de junho de 2025

O produtor cultural e engenheiro Dom Filó vai levar a cultura black brasileira para a Europa, onde será homenageado como um dos protagonistas do livro sobre soul afro-latino, no dia 26 de junho, em Berlim, na Alemanha. Antes, o produtor embarca para Lille, na França, onde participará da inauguração da exposição “FUNK: um grito de ousadia e liberdade”, mostra que foi um sucesso no Museu de Arte do Rio (MAR).

O livro “Música Soul Afro-Latina e a Ascensão do Cosmopolitismo Black Power – Paisagens Hemisféricas entre o Harlem Espanhol, o Black Rio e o Panamá”, do pesquisador alemão Matti Steinitz, da Universidade de Bielefeld analisa como o soul se tornou uma “língua franca” diaspórica entre jovens afrodescendentes das Américas, conectando movimentos do Harlem ao Black Rio, passando pelo Panamá.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

O livro também aborda como a música soul, nas décadas de 1960 e 1970, se transformou em uma ponte simbólica e afetiva entre juventudes negras nas Américas, articulando lutas contra o racismo, liberdade, identidade e resistência. A obra é baseada em entrevistas com DJs e ativistas no Brasil, Panamá e Estados Unidos.

Dom Filó, que também é fundador da CULTNE, organização dedicada à memória e à história da população negra no Brasil, participará ainda do evento “Memórias e resistência negra em diálogo com o mundo”, seguido de um debate com o produtor, além da exibição do documentário “Black Rio! Black Power” (2023), de Emilio Domingos. 

No debate, Filó vai compartilhar memórias e vivências a frente do Grand Prix e sua atuação como agente cultural em tempos de repressão e resistência durante a ditadura militar dos anos 1970 e a importância do papel transformador dos bailes soul no país nesse período.

Exposição sobre funk e a história do gênero no Brasil

O encontro integra a exposição “FUNK: Um grito de ousadia e liberdade” mergulha na história e nas estéticas do funk brasileiro, destacando seu papel como força de resistência, expressão política e referência para as artes visuais. A mostra evidencia o gênero como reflexo de liberdade e afirmação de uma juventude negra frequentemente marginalizada. A curadoria é do MAR, de Taísa Machado e do próprio Dom Filó.

“O funk e o soul não são apenas música: são manifestações de uma consciência negra que rompeu fronteiras e uniu juventudes das Américas em torno da liberdade, da autoestima e da resistência. É uma honra representar o Brasil nesse e mostrar para o mundo como o funk brasileiro é arte, história e linguagem de afirmação. Essa trajetória nasceu nas favelas, mas fala com o planeta”, afirma Dom Filó em comunicado a imprensa.

O evento será encerrado com um baile de soul, funk e grooves afro-latinos, comandado pelos DJ’s Dom Filó, DJs Radio Vampiro, Bongo -La Reggla e Matatu – Black Atlantic Beatz.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Thayná Santana

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano