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Exposição em SP apresenta acervo fotográfico sobre a história da população negra na Bahia

Mostra gratuita reúne 400 imagens do projeto do Zumví que documentam movimentos negros, blocos e vivências histórias da comunidade negra
Caminhada do Dia Internacional das Mulheres em 1990.

Caminhada do Dia Internacional das Mulheres em 1990.

— Reprodução/Jônatas Conceição

12 de março de 2026

O Instituto Moreira Salles Paulista apresenta, a partir de 28 de março, a exposição “Zumví Arquivo Afro Fotográfico”, que valoriza a cultura, a memória e a resistência da população negra na Bahia por meio da fotografia. A mostra gratuita reúne, na capital paulista, parte de um acervo fundamental para a história dos movimentos negros no Brasil.

Criado em Salvador, em 1990, o arquivo Zumví nasceu do trabalho dos fotógrafos Lázaro Roberto, Aldemar Marques e Raimundo Monteiro, com o objetivo de registrar o cotidiano e as vivências da população negra na Bahia, além das dinâmicas de luta do movimento negro em um período em que essas narrativas raramente eram contadas a partir do olhar da própria comunidade.

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A exposição apresenta um recorte desse acervo, exibindo cerca de 400 fotografias que integram um conjunto de aproximadamente 50 mil fotogramas e documentos. Também fazem parte da mostra materiais como cartas, álbuns fotográficos e um documentário sobre o Zumví dirigido por Íris de Oliveira.

Na mostra, contará ainda com fotografias de outros colaboradores do arquivo, como Meire Cazumbá, Gerimias Mendes, Rogério Santos e Jônatas Conceição. 

A exposição tem curadoria de Hélio Menezes, assistência curatorial de Ariana Nuala, consultoria de Elson Rabelo e pesquisa de Vilma Neres. A expografia e arquitetura são assinadas pelo Vão Arquitetura, enquanto a identidade visual é do Namíbia Chroma.

Acervo da  história e memória negra

As imagens estão organizadas em 16 temáticas definidas por Lázaro Roberto durante a organização do acervo. Entre os temas abordados estão a atuação dos movimentos negros, os blocos afro e afoxés, a luta por território do Quilombo do Rio das Rãs, os universos do hip-hop e do reggae em Salvador e momentos históricos, como a visita de Nelson Mandela à capital baiana, em 1991.

Outro eixo importante da exposição destaca a presença dos blocos afro e dos afoxés, manifestações culturais ligadas aos movimentos negros na Bahia. Entre os registros exibidos está também a recepção ao músico jamaicano Jimmy Cliff, em 1991.

O arquivo Zumví tem atualmente sede no Pelourinho. O nome do projeto combina a ideia de “zoom”, grafada em português, com a noção de testemunho: “eu vi”, reforçando o papel da fotografia como registro de acontecimentos históricos coletivos.

No dia da abertura, em 28 de março, às 11h, Lázaro Roberto e José Carlos Ferreira, do arquivo Zumví, participam de uma conversa com o público, mediada por Hélio Menezes. Já no dia 29 de março, às 15h, o grupo Garoa do Recôncavo realiza uma roda de samba gratuita no térreo do centro cultural, com repertório ligado às formações tradicionais do samba de roda do Recôncavo Baiano.

A história do projeto e os materiais do arquivo Zumví também podem ser acessados no site da iniciativa

Com informações do Pretessencias

Serviço

Zumví Arquivo Afro Fotográfico – Debate de abertura com Lázaro e José Carlos. Mediação: Hélio Menezes

Data: 28 de março
Horário: sábado, às 11h
Visitação: de 28 de março a 23 de agosto
Local: Cinema | 3° andar do IMS Paulista – Avenida Paulista, 2424. São Paulo
Horário de funcionamento: Terça a domingo e feriados (exceto segundas), das 10h às 20h.
Entrada gratuita, com distribuição de senhas a partir das 10h. Limite de uma senha por pessoa.

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  • Thayná Santana

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