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Festival em Belo Horizonte celebra potência feminina no hip-hop

Evento propõe imersão artística, política e formativa com foco em mulheres e meninas nos 50 anos do hip-hop
A artista indígena Chellz Tapayó é uma das atrações do Festival Empodera Hip Hop – Memória e Futuro, em Belo Horizonte.

A artista indígena Chellz Tapayó é uma das atrações do Festival Empodera Hip Hop – Memória e Futuro, em Belo Horizonte.

— Divulgação/Blue

7 de maio de 2026

Em um momento em que a cultura hip-hop revisita suas origens e projeta novos futuros ao completar cinco décadas, Belo Horizonte recebe, no sábado (9), o Festival Empodera Hip Hop – Memória e Futuro, no Centro Cultural Vila Marçola, no Aglomerado da Serra, com entrada gratuita.

Realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, o evento se posiciona como uma plataforma de valorização da presença feminina na cultura urbana — historicamente e invisibilizada — e de fortalecimento de narrativas periféricas.

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Com curadoria orientada pela interseccionalidade entre gênero, raça e território, o Empodera Hip Hop cria um ambiente de troca entre gerações e repertórios. A proposta é posicionar o festival como espaço de criação, escuta e articulação de redes — com impacto direto na cadeia produtiva da cultura periférica.

A programação reúne artistas, pesquisadoras e agentes culturais que vêm redesenhando a cena urbana contemporânea em Belo Horizonte, como a ativista Vanessa Beco, a arte educadora e dançarina Scheylla Bacellar, a pesquisadora Melina Rocha, a MC colombiana Samai Fernandes, a DJ Rudgirl e a bgirl indígena Chellz Tapayó, entre outros nomes potentes da cena.

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À frente do projeto está Larissa Amorim Borges, uma das vozes mais consistentes do hip-hop mineiro. MC, produtora cultural e pesquisadora, atua desde os anos 1990 na construção do movimento, com participação em iniciativas estruturantes como o grupo Negras Ativas e o Fórum Nacional de Mulheres no Hip Hop.

Sua trajetória combina palco, gestão e pensamento acadêmico, consolidando uma atuação estratégica na interseção entre cultura, gênero e território.

Segundo Larissa, em um cenário de reconfiguração das políticas culturais e de debate sobre representatividade, o festival se posiciona como uma entrega concreta: descentraliza o acesso, valoriza o território e reposiciona a periferia como produtora de conhecimento e estética.

“Mais do que celebrar o Hip Hop, o Empodera tensiona uma questão central da cultura contemporânea: quem narra, quem ocupa e quem é legitimado”, afirma a idealizadora.

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Serviço

Festival Empodera Hip Hop – Memória e Futuro | Gratuito: 80 vagas
Data: 9 de maio de 2026
Local: Centro Cultural Vila Marçola – Aglomerado da Serra, Belo Horizonte
Confira a programação completa aqui.

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