O Grupo dos Dez retomou os palcos de Belo Horizonte (MG) com apresentação única do espetáculo “Madame Satã”, no domingo (1), no Sesc Palladium. O momento marcou a celebração dos 15 anos de trajetória da companhia e reafirmou o teatro negro como pilar fundamental da cultura brasileira.
Dirigido por João das Neves e Rodrigo Jerônimo, “Madame Satã” integra o projeto “Grupo dos Dez – 15 anos de Teatro Negro”, aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, com realização do Ministério da Cultura e apresentação da Petrobras.
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A obra dá visibilidade a personagens historicamente empurrados para as margens da sociedade, ao abordar temas como identidade, racismo, homofobia e transfobia, questionando normas heteronormativas.
Fundado em 2009, o Grupo dos Dez consolidou-se como referência nacional ao pesquisar e encenar a interseção entre o teatro negro e o teatro musical brasileiro, com base em tradições populares, africanas e indígenas.
A programação que marca os 15 anos da companhia prevê mais de 60 apresentações em sete estados, reunindo obras inéditas, espetáculos consagrados e ações formativas voltadas ao diálogo entre arte, memória e território. A agenda ainda inclui a estreia do espetáculo Afroapocalíptico, marcada para 13 de março, no Palácio das Artes.
Montado originalmente em 2014 e lançado em 2015, o musical circulou até 2019, com apresentações em diversas capitais brasileiras. Entre os reconhecimentos recebidos estão o Prêmio Brasil Musical 2019, na categoria melhor espetáculo musical da Região Sudeste, e o Prêmio Leda Maria Martins 2017, como melhor espetáculo.
Ao longo desses anos, a companhia abordou temas como homoafetividade, a luta das mulheres, os desafios enfrentados pela população negra e o combate às opressões contra pessoas LGBTQIAPN+.
Para além dos palcos, o grupo desenvolve iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura afro-indígena, como o Aquilombô – Fórum Permanente de Artes Negras, o Festival Imune e o Laboratório Editorial Aquilombô. As ações fortalecem a promoção da empregabilidade de pessoas negras LGBTQIAPN+ no teatro, na literatura e na música.
Com informações da Agência Brasil.