A Rede Ronaldo lançou o projeto “Raipe das Ruas”, que retoma uma iniciativa tradicional e clássica dos brasileiros em época de mundial: deixar as ruas tomadas por cores, desenhos e símbolos que traduzem o espírito coletivo em torno do futebol.
Realizada em parceria com a Sense, agência especializada em cultura urbana, e o comunicador e apresentador Zuluzão, a ação tem como principal objetivo reposicionar a rua como espaço de memória afetiva, pertencimento e celebração coletiva.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
A primeira pintura foi realizada no Jardim Santo Elias, na capital paulista, homenageando Vampeta, um dos campeões mundiais em 2002.
Leia mais: Documentário debate presença de religiões de matriz africana no futebol
A partir de agora, uma série de outras localidades ganharão as pinturas nas próximas semanas, como os bairros de Pirituba, Jardim Boa Vista e Tiradentes; e cidades como Santos, Cotia e Osasco, homenageando outros craques históricos da seleção brasileira, como Pelé, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Marcos e Denílson.
“A Copa ainda mobiliza o brasileiro de um jeito muito particular. Ela mexe com a memória, com o bairro, com a rua, com o encontro entre as pessoas. A Rede Ronaldo quer estar presente nesse lugar de forma verdadeira, olhando não só para o que é mainstream, mas também para o que nasce na base, no cotidiano e na cultura popular. O Raipe das Ruas nasce desse desejo de se aproximar da população a partir de uma linguagem que já pertence a ela”, afirma, Douglas dos Santos, sócio da Rede Ronaldo, em nota à imprensa.
Além da iniciativa local, a plataforma acompanhará o torneio in loco, criando e distribuindo uma série de conteúdos sobre os jogos, o clima dos estádios e do evento.
O projeto conta ainda com a Casa Rede Ronaldo, espaço com cerca de 4 mil metros quadrados em Miami (Estados Unidos), concebido como um hub de experiências que reúne transmissões ao vivo, programação musical e ativações voltadas ao público.
Leia mais: ‘Há racistas em todos os países’, diz Vini Jr. ao cobrar ação coletiva no futebol