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Deputadas acionam Justiça para investigar possíveis doações ilícitas à campanha de Tarcísio

Pedido de investigação vem à tona após Polícia Federal ligar doadora de campanha do governador de São Paulo à facção criminosa PCC
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, discursa durante uma manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em 7 de setembro de 2025.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, discursa durante uma manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em 7 de setembro de 2025.

— Nelson Almeida/AFP

9 de setembro de 2025

A Bancada Feminista do PSOL, mandato coletivo formado por cinco mulheres negras na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), acionou o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Eleitoral de São Paulo (MPE-SP) pedindo que seja investigada a origem da doação de recursos para campanha eleitoral do governador Tarcisio de Freitas (Republicanos). 

De acordo com as representações, existe a possibilidade de que parte das doações tenham sido fruto de atividade criminosa. Caso fique comprovado a natureza ilícita dos recursos e o conhecimento do governador, o caso pode configurar crimes como lavagem de dinheiro, receptação e recebimento de doações eleitorais de fontes vedadas.

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“A instauração de inquérito civil se faz necessário já que há indícios fortes de recebimento de recursos ilícitos para financiar a campanha eleitoral de Tarcísio em 2022″, afirma Paula Nunes, codeputada estadual da Bancada Feminsta do PSOL

Entenda o caso

Ao longo da última semana, as operações “Quasar” e “Carbono Oculto”, da Polícia Federal, ganharam repercussão nacional por serem consideradas as maiores ações de enfrentamento ao PCC já realizadas no país. As investigações revelaram conexões diretas entre a organização criminosa e o sistema financeiro da Faria Lima.      

Entre os alvos está a Maribel Schmitz Golin, que possui estreitos laços com atividades criminosas, é investigada por entre outros crimes ligados ao tráfico internacional e por ter realizado quatro transferências financeiras a Willian Barile Agati, conhecido como o “Concierge do PCC”.

Além disso, Maribel aparece como uma das principais financiadoras da campanha eleitoral de Tarcísio de Freitas, com uma doação de R$ 500 mil.

A Alma Preta procurou a assessoria de imprensa do governo paulista em busca de um posicionamento oficial de Tarcísio de Freitas sobre as representações. Até a publicação deste texto não houve resposta. O espaço segue aberto.

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