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Boicote internacional marca discurso de Netanyahu na Assembleia Geral da ONU

Líderes de países árabes, muçulmanos, africanos e delegação brasileira deixam plenário durante fala do primeiro-ministro israelense
Os delegados saíram da Assembleia Geral da ONU enquanto o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu se prepara para discursar para líderes mundiais na sede das Nações Unidas, em 26 de setembro de 2025, na cidade de Nova Iorque.

Os delegados saíram da Assembleia Geral da ONU enquanto o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu se prepara para discursar para líderes mundiais na sede das Nações Unidas, em 26 de setembro de 2025, na cidade de Nova Iorque.

— Michael M. Santiago/Getty Images via AFP

26 de setembro de 2025

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursou nesta sexta-feira (26) na 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) diante de um plenário esvaziado. A delegação brasileira, representantes de países árabes e muçulmanos, além de diplomatas de nações africanas e algumas europeias, deixaram o salão antes do início de sua fala.

Netanyahu afirmou que Israel “vai terminar o trabalho” em Gaza e disse que pretende fazê-lo “o mais rápido possível”. Ele ordenou que o Exército posicionasse alto-falantes ao redor da Faixa de Gaza para transmitir seu discurso e afirmou que serviços de inteligência israelenses o exibiram em celulares dentro do território.

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Durante a fala, exigiu a rendição da liderança do Hamas, a entrega das armas e a libertação dos reféns.

Horas antes do discurso, a Defesa Civil de Gaza informou que ao menos 22 pessoas foram mortas em diferentes localidades do território palestino. O Exército israelense declarou que a força aérea havia realizado ataques contra mais de 140 alvos, incluindo combatentes, túneis e infraestrutura militar.

A escalada ocorre em meio a denúncias contra Netanyahu no Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra, o que reforça o isolamento diplomático de Israel.

Reações palestinas e reconhecimento internacional

Na véspera, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, discursou de forma remota após ter o visto de entrada nos Estados Unidos negado pela administração Trump. Ele reafirmou que os palestinos “jamais deixarão Gaza, apesar de todo o sofrimento”.

A semana da Assembleia também foi marcada pela decisão de dez países, entre eles França, Reino Unido e Canadá, de reconhecer oficialmente o Estado da Palestina.

Fora do ambiente da ONU, Netanyahu enfrentou manifestações organizadas por ativistas israelenses em Nova Iorque. O grupo se concentrou diante de seu hotel, exibindo cartazes com frases como “Salvem Israel de Netanyahu”, “Parem a guerra” e “Libertem todos”.


Os manifestantes, formados em grande parte por expatriados israelenses, defendem o fim da ofensiva militar em Gaza e a libertação dos reféns. Os protestos retomaram um movimento que já havia ganhado força em 2023, quando o governo Netanyahu promoveu uma controversa reforma judicial, gerando mobilizações em Israel e entre comunidades judaicas nos Estados Unidos.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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