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Comissão da Câmara realiza 2ª audiência sobre PEC que cria Fundo Nacional da Igualdade Racial

Especialistas e parlamentares discutem aspectos constitucionais, jurídicos e econômicos da proposta
Comissão Especial da Câmara em audiência pública sobre a PEC/27, no dia 2 de outubro de 2025.

Comissão Especial da Câmara em audiência pública sobre a PEC/27, no dia 2 de outubro de 2025.

— Reprodução/Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

2 de outubro de 2025

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados realizou, nesta quinta-feira (2), uma audiência pública para discutir os aspectos constitucionais, jurídicos, econômicos e fiscais da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria o Fundo Nacional da Igualdade Racial.

A PEC 27/24 prevê a criação de um fundo de natureza privada para a promoção da igualdade e da inclusão social para a população negra, com recursos federais, doações internacionais e outras fontes previstas em lei. 

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A audiência da Comissão, criada para analisar a criação do Fundo, é a segunda desde que o grupo foi formado, no dia 16 de setembro. Estiveram presentes os deputados federais Josivaldo JP (PSD-MA), Orlando Silva (PT-SP) e as deputadas federais Dandara Tonantzin (PT-MG) e Benedita da Silva (PT-RJ).

O evento também contou com a presença do especialista em sociologia Ivair Augusto Alves, da diretora da organização Plataforma JUSTA, Eliane Barbosa, e o doutor em Direito Constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Hédio Silva Jr

Em sua fala, o jurista destacou que já existe uma emenda constitucional no sistema jurídico brasileiro que trata da implementação de políticas de ação afirmativa em qualquer âmbito das relações humanas, sociais ou econômicas. A norma é uma ratificação do tratado da Convenção Interamericana contra o Racismo, ao qual o Brasil é signatário. 

“Não é possível, portanto, o Brasil, no Concerto das Nações, implementar um tratado internacional, e não assegurar a efetividade a este tratado internacional sem um fundo que possa suportar as obrigações que o país assumiu, tanto no plano do concerto das nações, como também obviamente no plano interno”, defendeu.

Eliane Barbosa ressaltou que, além dos tratados internacionais, o país já sancionou leis que preveem ações de reparação e combate ao racismo, como o Estatuto da Igualdade Racial. 

“Portanto, há um compromisso da sociedade com esse tema e precisamos fazer valer. Desejamos que a PEC 27 de fato transforme-se numa emenda e constitucionalize esse tema que, para nós, é tão caro”.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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