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Comissão da Câmara aprova inclusão da bíblia nas bibliotecas de escolas e universidades públicas

O texto aprovado pela Comissão de Educação alega que o livro religioso é uma ferramenta que pode enriquecer o debate acadêmico
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, no dia 3 de dezembro de 2025.

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, no dia 3 de dezembro de 2025.

— Reprodução/Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

4 de dezembro de 2025

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (3), um Projeto de Lei que autoriza a disponibilização de exemplares da bíblia em bibliotecas de instituições públicas de educação básica e superior. 

A proposta aprovada é um substitutivo ao PL 4242/2025, originalmente apresentado pelo deputado federal licenciado Milton Vieira (Republicanos-SP). 

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O primeiro texto legislativo tornava obrigatória a inclusão de, no mínimo, dois exemplares. Já o novo texto, aprovado, de relatoria da deputada federal Maria Rosas (Republicanos-SP), retira a exigência e passa a “autorizar a disponibilidade de exemplar da bíblia”. A edição e tradução do livro, segundo o PL, deverá ser de livre escolha da unidade de ensino.

De acordo com a proposição, o livro deverá ser ofertado em local de fácil acesso aos estudantes, de acordo com a conveniência e oportunidade de implementação da medida pelo Poder Executivo. 

“A inclusão da bíblia nas bibliotecas escolares tem o propósito de promover o acesso a uma obra de relevância literária, cultural e histórica, sem qualquer conotação religiosa específica”, diz trecho do projeto. 

Para Maria Rosas, a implementação do livro religioso oferece uma oportunidade de incentivar o debate acadêmico e a reflexão crítica sobre questões relacionadas à religião, ética, filosofia e cultura. 

O PL ainda será analisado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, é necessário ser aprovado pelo Congresso.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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