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TSE marca julgamento de cassação de Cláudio Castro, acusado de criar 27 mil cargos fantamas

O governador do Rio de Janeiro é suspeito de gastar R$ 248 milhões com os cargos que não eram ocupados por ninguém. Outros políticos também serão julgados
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).

— Reprodução/Mauro Pimentel/AFP

20 de fevereiro de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomará, no dia 10 de março, o julgamento das ações que requerem a cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).

O processo analisa a denúncia de abuso de poder político e econômico na campanha de 2022. A liberação para o agendamento foi emitida pelo ministro do TSE, Antonio Carlos Ferreira. O ex-vice governador Thiago Pampolha (MDB) e o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) Rodrigo Bacella também serão julgados.

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Será analisado o recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que julgou improcedentes as ações ajuizadas contra os réus e o então presidente da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj), Gabriel Rodrigues Lopes.

Castro e Bacellar são acusados de criar 27 mil cargos fantasmas para cabos eleitorais, que impulsionaram a reeleição da chapa. Segundo o MPE, Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal. O órgão destaca que as contratações resultaram em gastos de R$ 248 milhões.

Em novembro de 2025, a ministra e relatora do caso, Maria Isabel Gallotti, votou pela cassação do governador. No entanto, a análise da ação foi suspensa após um pedido de vista de Ferreira, próximo magistrado a votar. 

À época, o julgamento foi retomado um dia depois da maior chacina policial do Brasil, ocorrida nos complexos do Alemão e da Penha, no dia 28 de outubro e que matou cerca de 120 pessoas.

Para Gallotti, as condutas investigadas ao longo do processo revelaram um esquema elaborado de uso das estruturas administrativas estaduais e seus recursos, articulação que pode influenciar as eleições e garantir a permanência no poder. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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