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Bancada Negra da Câmara lança campanha pela PEC da Reparação

A iniciativa "Nem mais um dia! Reparação já!", lançada neste 13 de maio, busca pressionar o Congresso pela aprovação da PEC 27/2024, que cria fundo de reparação racial e inclui igualdade racial na Constituição
Bancada Negra da Câmara dos Deputados.

Bancada Negra da Câmara dos Deputados.

— Bancada Negra da Câmara/Divulgação

13 de maio de 2026

A Bancada Negra da Câmara dos Deputados lançou nesta terça-feira (13) a campanha “Nem mais um dia! Reparação já!”, iniciativa que busca pressionar o Congresso Nacional pela aprovação da PEC 27/2024, proposta que cria o Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial e inclui na Constituição Federal um capítulo específico de combate ao racismo.

O lançamento ocorreu na mesma data em que a Assinatura da Lei Áurea completa 138 anos. Nas últimas décadas, o 13 de maio passou a ser utilizado por movimentos negros como espaço de debate sobre racismo estrutural, exclusão social e ausência de políticas de inclusão após o fim formal da escravidão.

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Além das redes sociais, a campanha conta com uma plataforma digital que reúne informações sobre a proposta, explica os mecanismos de financiamento previstos e apresenta argumentos em defesa da reparação histórica da população negra. 

“O Estado brasileiro tem uma dívida histórica com a população negra. Depois de quase quatro séculos de escravização, a abolição foi incompleta”, afirma o texto de apresentação da campanha.

O site também disponibiliza uma petição, para que o movimento ganhe mais força. Assine aqui.

Leia mais: ‘A abolição foi incompleta e promover igualdade é dever do Estado’, diz relator da PEC da Reparação

Orlando Silva relaciona reparação ao legado da escravidão

O deputado federal Orlando Silva, integrante da Bancada Negra e um dos articuladores da campanha, afirmou que a PEC da Reparação nasce do entendimento de que a escravidão deixou impactos permanentes na estrutura social e econômica do país. 

Segundo ele, o 13 de maio precisa ser tratado como uma data de reflexão sobre as consequências da abolição sem políticas de inclusão para a população negra.

“13 de maio é mais um ano dessa abolição incompleta que o Brasil produziu. Nós sabemos que a escravização do povo negro produziu a brutal desigualdade econômica e social que nós temos hoje e produziu uma sociedade racista”, declarou o parlamentar à Alma Preta

Orlando Silva afirmou que os efeitos desse processo aparecem “na vida cotidiana, na política e na representação” da população negra brasileira.

Ao defender a PEC 27/2024, Orlando Silva relacionou a proposta às políticas afirmativas implementadas nas últimas décadas. 

“Eu valorizo muito as ações afirmativas, as políticas de cotas nas universidades, que pintaram a universidade de preto, as cotas no serviço público e o financiamento para candidaturas negras”, disse. Segundo ele, essas medidas abriram caminhos importantes, mas ainda insuficientes diante das desigualdades raciais existentes no país.

O parlamentar afirmou que a PEC busca transformar a promoção da igualdade racial em obrigação permanente do Estado brasileiro. “Estamos nessa batalha da PEC da reparação para mudar a Constituição, criando um capítulo dedicado à promoção da igualdade racial, colocando a igualdade racial como um direito de todos nós e como dever do Estado e da sociedade”, declarou.


Leia mais: PEC da Reparação: IDPN defende aprovação de fundo para ampliar inclusão da população negra

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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