“Sempre que houver uma vaga aberta no STF, não deixaremos que o país esqueça que nunca uma mulher negra ocupou uma cadeira no Supremo.” É com essa frase que o Instituto de Defesa da População Negra (IDPN) relançou a campanha “Por uma Ministra Negra no STF”, retomada após a abertura de uma nova vaga na Corte.
As ações ocorreram no dia 13 de maio, data escolhida pela campanha para reforçar críticas ao que classifica como “abolição inconclusa” no Brasil.
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O movimento, que ganhou repercussão nacional em 2023 e voltou a ser articulado em 2025, é apresentado com um novo mote: “Ministra Negra 2026 – Indicação é Reparação”, em alusão ao fato de que, em 135 anos de existência do Supremo Tribunal Federal, nenhuma mulher negra ocupou uma cadeira na Corte.
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O manifesto divulgado pelo IDPN defende que a indicação de uma mulher negra ao Supremo representaria um gesto de reparação histórica do Estado brasileiro. Além disso, afirma que o Brasil possui juristas negras “plenamente qualificadas” para assumir o cargo e sustenta que a ausência de uma ministra negra no Supremo “não acontece por falta de capacidade, preparo ou conhecimento técnico”, mas por falta de “interesse e compromisso político”.
O manifesto cita declarações do presidente Lula, que já definiu cotas raciais como o “pagamento de uma dívida histórica”. “As políticas de cotas são apenas uma parcela dessa dívida. A indicação da primeira ministra negra no STF é o próximo passo concreto e inadiável desse processo”, afirma Joel Luiz Costa, diretor executivo do IDPN.
Como parte da mobilização, o IDPN organizou ações simultâneas em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Na capital federal, ônibus com faixas da campanha circularam pela Esplanada dos Ministérios e pelo Plano Piloto, além da instalação de cartazes em viadutos e tesourinhas.
No Rio, faixas foram espalhadas em pontos estratégicos da Avenida Brasil e da Rocinha. Já em São Paulo, com apoio do Instituto Lamparina, cartazes também foram fixados em pontos estratégicos do centro da cidade.
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