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Ateliê oferece formação em moda e sustentabilidade para empreendedoras trans, negras, indígenas e migrantes

A formação começa em agosto e tem duração de três meses, com aulas presenciais em São Paulo
Imagem mostra modelos em passarela.

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— Divulgação

19 de julho de 2025

O Ateliê TRANSmoras, associação com atuação em arte, moda e cultura voltada a comunidade trans, está com inscrições abertas para o curso presencial “Corte, costura e criação em transmutação têxtil”, que integra o programa “Direitos, Renda e Vida”.

A iniciativa oferece formações gratuitas em moda, sustentabilidade, cultura e justiça social para pessoas trans, travestis, mulheres negras, indígenas e migrantes na cidade de São Paulo. As inscrições seguem abertas até 28 de julho e podem ser realizadas por meio deste formulário

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Com base transfeminista, antirracista e decolonial, o programa busca ampliar a inclusão produtiva e cidadã de populações historicamente marginalizadas, fortalecendo a autonomia e o protagonismo de artistas, costureires, criadoras e empreendedoras dissidentes. Ao todo, serão selecionadas 20 pessoas, seguindo princípios de equidade, diversidade e acesso que norteiam as ações do Ateliê. O edital completo, com os critérios de seleção, está disponível aqui. 

A formação começa em agosto e tem duração de três meses, com aulas presenciais às terças e quartas-feiras, das 18h às 21h30, na Casa do Povo, em São Paulo. Também haverá ateliês abertos às quintas-feiras, das 15h às 18h, voltados ao aprofundamento prático. A disponibilidade para frequentar as aulas e participar de todo o ciclo formativo, incluindo atividades complementares e a apresentação final, será um dos critérios de seleção.

Além da formação, o curso oferece auxílio-transporte de R$ 120 por mês, alimentação no local e, ao final do programa, quatro participantes serão contempladas com um capital de R$ 2.400 cada, para investir em seus próprios projetos. 

O programa “Direitos, Renda e Vida” é realizado via emenda parlamentar do mandato da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e conta com apoio da Pró-reitoria de Extensão, Esporte e Cultura (ProEEC) da Unicamp. 

Inclusão e protagonismo trans no centro da justiça climática 

Fundado em 2013 pela estilista Vicenta Perrotta, o Ateliê TRANSmoras é referência nacional na construção de uma moda decolonial, política e sustentável. Muito mais do que trabalhar com roupas, a iniciativa atua a partir do conceito da “Transmutação Têxtil”, tecnologia desenvolvida por Perrotta que propõe transformar tecidos e objetos usados em novas peças, com menor impacto ambiental e alto potencial de geração de renda

Com sede em Campinas, a proposta do Ateliê reforça que enfrentar a crise climática exige justiça de gênero, racial e territorial. Corpos dissidentes e racializados são os mais afetados pela destruição ambiental, mas também estão entre os que mais propõem saídas criativas, sustentáveis e comunitárias para o futuro. 

“Sempre foi um desejo meu como estilista entender o processo das pessoas que não tem herança e construir um processo de autonomia e as pessoas trans têm esse lugar social jogado pro lugar de autonomia”, afirma Vicenta. 

Como agente de fomento de uma rede de ativistas e artistas, o Ateliê atua no desenvolvimento de tecnologias sociais e estratégias de autonomia econômica e intelectual para corpas subalternizadas. A associação foi uma das articuladoras da implementação de cotas trans na UNICAMP e já realizou projetos em parceria com organizações como MAM-Rio, Instituto Tomie Ohtake, Centro Cultural São Paulo, Sesc, Casa de Criadores, ArtRio, entre outros. 

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