No dia 8 de agosto, Salvador, capital da Bahia, recebe um tributo em memória do historiador, professor, escritor e griô Jaime Sodré (1947–2020), que foi um dos mais importantes intelectuais acerca do pensamento afro-brasileiro.
O evento será realizado na Casa do Olodum, no Pelourinho, das 9h30 às 17h, com entrada gratuita e acesso mediante inscrição no Sympla.
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O encontro propõe uma imersão nos saberes do mestre, que dedicou sua vida ao resgate e à valorização da cultura afrodescendente no Brasil. Com mesas de conversa, partilhas afetivas e celebrações da ancestralidade como potência criadora e ferramenta de transformação, o evento homenageia a trajetória do professor e ogã-percussionista que marcou gerações com sua erudição, espiritualidade e compromisso com a memória negra.
Além da homenagem ao seu legado intelectual e espiritual, o tributo reafirma a importância de Jaime Sodré como guardião dos saberes afro-brasileiros e pensador visionário que compreendia a ancestralidade como tecnologia de resistência, criação e continuidade.
Jaime Santana Sodré Pereira nasceu em Salvador em 1947 e faleceu em 2020. Foi professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), autor de obras como “A Influência da Religião Afro-Brasileira na Obra Escultórica do Mestre Didi” e “Da Diabolização à Divinização”.
Recebeu honrarias como a Medalha Zumbi dos Palmares (2009), a Medalha 2 de Julho (2004) e o Troféu Caboclo da ACBANTU (2005), entre outras distinções por sua atuação acadêmica, cultural e religiosa.
Como ogã-percussionista do candomblé bantu, foi também guardião de práticas musicais e cerimoniais, com passagem honrosa por casas da Nação Jeje. Sua vida foi dedicada à preservação da herança africana no Brasil, articulando arte, religião, história e educação.