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Projeto de Rio Grande é premiado pelo Programa Rotas Negras

Iniciativa mapeia locais de memória da população negra e receberá R$ 40 mil para ampliar sinalização e ações educativas
O projeto “Caminhos Negros” no município de Rio Grande (RS).

O projeto “Caminhos Negros” no município de Rio Grande (RS).

— Divulgação/Prefeitura de Rio Grande

8 de março de 2026

O projeto de afroturismo “Caminhos Negros”, do município do Rio Grande, no Rio Grande do Sul, foi contemplado no 1º Prêmio Rotas Negras, iniciativa do Ministério da Igualdade Racial (MIR) em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que reconhece e premia roteiros turísticos baseados na história e cultura das comunidades afro-brasileiras em todo o país.

A premiação integra o Programa Rotas Negras e selecionou 50 iniciativas em âmbito nacional, distribuídas entre as categorias Sociedade Civil, Municípios, Consórcios Intermunicipais e Estados, com valores entre R$ 15 mil e R$ 70 mil.

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O objetivo é fortalecer atividades que promovam a valorização da cultura afro-brasileira em territórios como quilombos, terreiros e áreas de referência histórica, incentivando a economia criativa, a preservação da memória e o enfrentamento ao racismo por meio do turismo.

Com o projeto, a iniciativa foi reconhecida por identificar, mapear e demarcar espaços de importância histórica e simbólica da comunidade negra no município. A proposta está estruturada em um circuito com 28 locais urbanos de memória, evidenciando as marcas de pertencimento da população negra na formação da cidade.

O percurso inclui pontos como as Docas do Mercado Público e o terreiro Casa de Oxum Taladê, no bairro Getúlio Vargas, espaço de resistência e de salvaguarda da cultura e dos saberes afro-brasileiros.

A proposta foi concebida por Chendler Siqueira, coordenador da Coordenadoria Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial de Rio Grande, em articulação com professoras das redes federal, estadual e municipal e lideranças do movimento negro local. A iniciativa foi construída a partir da escuta comunitária, com participação popular na definição dos locais a serem sinalizados.

Segundo o coordenador, o reconhecimento nacional ressalta a importância de políticas públicas construídas de forma coletiva.

“Esse projeto não nasce da mente de uma individualidade, mas de uma necessidade coletiva de resgatar histórias e memórias da população negra rio-grandina, que sequer a história oficial do Município dá conta de retratar e descrever em toda a sua importância”, disse em nota à imprensa.

Segundo a prefeitura, o recurso de R$ 40 mil, conquistado na premiação, será destinado à instalação das placas externas que demarcam os caminhos, à produção de material gráfico informativo para distribuição nas escolas sobre os territórios negros do Município e à produção de um minidocumentário sobre o projeto.

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  • Thayná Santana

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