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Movimento negro convoca ato em Brasília por ministra negra no STF

Presidente Lula descartou que gênero e raça sejam critérios a serem considerados para sua indicação ao STF; Em mais de 130 anos de existência, Suprema Corte nunca teve uma ministra negra entre seus representantes

Texto: Patricia Santos | Foto: Divulgação

Casa com intervenção audiovisual escrito "Lula a história espera a sua escolha", em razão da escolha de uma ministra negra para o STF.

Foto: Foto: Divulgação

26 de setembro de 2023

A Coalizão Negra por Direitos, grupo que reúne mais de 200 entidades do movimento negro, convocou um ato em defesa da indicação de uma mulher negra como ministra do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação será nesta quarta-feira (27) em frente ao Ministério da Saúde, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), a partir das 16h.

O ato faz parte de uma série de ações da campanha “#PretaMinistra”, em parceria com o Instituto Defesa da População Negra (IDPN). Os protestos têm passado por várias cidades do Brasil com o objetivo de gerar reflexão sobre o cargo no STF nunca ter sido ocupado por uma mulher negra e, também, para pressionar o presidente Lula (PT) a indicar uma representante negra à cadeira que ficará vaga na Suprema Corte após a aposentadoria da atual ministra Rosa Weber, prevista para outubro.

Com uma agenda de compromissos em Brasilia até o dia 29 de setembro, a Coalizão Negra por Direitos terá diálogos com os poderes legislativos, executivo e judiciário sobre as pautas prioritárias do movimento negro no atual contexto brasileiro.

Urgência de resposta

Em uma fala na segunda-feira (25), Lula descartou que gênero e raça sejam critérios a serem considerados para sua indicação ao STF. A fala do chefe do executivo pode ter despertado maior urgência para a realização do ato do movimento negro na capital federal.

A coordenadora do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, Maíra Vida, comentou sobre a dificuldade na disputa de espaço e a necessidade de diversidade na política.

“Nós sabíamos que não seria fácil disputar espaço de poder a partir dessa dinâmica que é da demanda da abertura pela necessidade de inclusão, da diversidade, pela necessidade de uma participação efetiva da população negra que é o maior contingente populacional do nosso país e ainda segue escanteado da maior parte”, afirmou ao UOL.

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