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Mulheres históricas da Mangueira são homenageadas em acervo virtual

A iniciativa reúne vídeos, depoimentos de famosos e outros registros raros
Acervo on-line homenageia mulheres que ajudaram a contruir a escola de samba Estação Primeira de Mangueira.

Acervo on-line homenageia mulheres que ajudaram a contruir a escola de samba Estação Primeira de Mangueira.

— Divulgação/Assessoria de imprensa

30 de maio de 2026

A Estação Primeira de Mangueira disponibiliza, em seu site oficial, o Acervo Virtual da Mangueira — uma plataforma digital criada com o objetivo de preservar, organizar e difundir a trajetória de uma das mais tradicionais escolas de samba do Brasil.

A iniciativa reafirma o compromisso da agremiação com a valorização de sua história e, sobretudo, com o reconhecimento do papel fundamental das mulheres, em sua maioria negras, que ajudaram a construir, e seguem construindo, a identidade, a resistência e a grandeza da Escola ao longo das décadas.

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Dentro desse espaço, a coleção Ancestralidade Matriarcal reúne imagens raras e registros simbólicos de mulheres que evidenciam o protagonismo feminino que atravessa gerações na Mangueira. O projeto se consolida como um instrumento de valorização da ancestralidade, dando visibilidade a trajetórias que, por muito tempo, foram invisibilizadas. 

“Ao destacar essas narrativas, o acervo contribui para o fortalecimento da memória coletiva e para o reconhecimento da centralidade das mulheres na cultura do samba. Preservar a memória dessas mulheres é reconhecer que a história da Mangueira foi, e continua sendo, escrita por mãos femininas que sustentam, inspiram e transformam a nossa comunidade”, celebra Guanayra Firmino, presidenta da escola. 

Leia mais: ‘Barreiras estruturais limitam mulheres negras em espaços de decisão’, diz presidenta da Mangueira

Contando com a colaboração de pesquisadores do Departamento de História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o acervo amplia o acesso público a conteúdos históricos da agremiação com registros raros, como a celebração do aniversário de 70 anos de Dona Zica, publicado pela Rede Globo, em 1983.

Com acesso gratuito, o espaço reúne centenas de itens digitalizados, entre fotografias, vídeos, documentos, áudios e registros de memória oral, que percorrem diferentes períodos da história da escola, fundada em 1928. O material permite ao público conhecer de perto fantasias icônicas, instrumentos musicais, troféus, enredos e momentos marcantes dos desfiles, além de projetos sociais e atividades que integram o cotidiano da Mangueira.

“Aqui temos fragmentos que nos ajudam a contar e celebrar um legado de quase um século de resistência. A Mangueira perpetua a sua trajetória de criatividade, pioneirismo e de identidade afro-brasileira, colocando-se enquanto uma referência para todos aqueles interessados e pertencentes à cultura brasileira”, afirma Guanayra Firmino.

Além de preservar a memória, o projeto tem potencial educativo e de pesquisa, servindo como fonte para estudantes, pesquisadores e interessados na cultura afro-brasileira e na história do carnaval. A digitalização do acervo também contribui para a democratização do acesso à informação, especialmente para públicos que historicamente enfrentam barreiras no acesso a bens culturais.

O Acervo Virtual da Mangueira segue em constante atualização, com a inclusão de novos conteúdos e a possibilidade de ampliação das coleções ao longo do tempo. “O acervo reforça a Mangueira como território de cultura, memória e produção de conhecimento. E segue em constante construção, crescendo com o tempo e com a contribuição de todos”, completa Guanayra.

A iniciativa ganha ainda mais relevância no ano em que a escola celebrou 98 anos de história, reafirmando seu papel não apenas como protagonista do carnaval carioca, mas como guardiã da memória e da identidade cultural brasileira.

Leia mais: Guardiã da história do samba, Mangueira celebra 98 anos de sua fundação

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