PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Conheça os projetos da Alma Preta que foram apoiados pelo financiamento de leitores em 2025

Coberturas exclusivas, iniciativas inéditas e de impacto social foram possíveis através da campanha promovida pela agência
Refugiados do Campo de Deslocados Internos de Tanganyika, no leste da República Democrática do Congo, 17 de junho de 2025

Refugiados do Campo de Deslocados Internos de Tanganyika, no leste da República Democrática do Congo, 17 de junho de 2025

— Pessoa refugiada do Campo de Deslocados Internos de Tanganyika, no leste da República Democrática do Congo, 17 de junho de 2025 (Foto: Pedro Borges/Alma Preta)

22 de dezembro de 2025

Coberturas, campanhas e iniciativas inéditas marcaram o ano de 2025 da Alma Preta, e esse trabalho só foi possível com o seu apoio. Com o nosso financiamento coletivo no Catarse, conseguimos produzir projetos que promovem impactos e fortalecem um jornalismo que tem compromisso com a luta do povo negro, com a diversidade e com a justiça social.

Com sua contribuição, conseguimos custear a remuneração dos nossos colaboradores, o deslocamento e alimentação das equipes durante as apurações e coberturas jornalísticas, além de outros custos.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A cobertura de catástrofes mundiais que geralmente não têm a mesma atenção da mídia hegemônica, como a Guerra da República Democrática do Congo, ou a realização da campanha “Corredor em Perigo” são exemplos de projetos de grande impacto da agência, que tem um compromisso com a vida do povo negro mundo afora.

Para a sócia e diretora da Alma Preta, Elaine Silva, a campanha de financiamento da agência é fundamental para a construção de projetos, principalmente daqueles que apresentam uma dificuldade maior em financiamento por outras receitas.

“Geralmente são produtos que trazem investigações que influenciam a opinião pública e desafiam a lógica imposta por grandes organizações privadas. A população negra tem direito a um jornalismo ético, técnico e com qualidade, e a nossa campanha de doações é a principal receita para viabilizar esse trabalho na nossa agência”, destaca.

O jornalista e um dos fundadores da Alma Preta, Pedro Borges, esteve na República Democrática do Congo (RDC) e percorreu sete cidades do país africano para relatar e produzir debates sobre o conflito que já dura mais de três décadas. A viagem à RD Congo só foi possível por causa do financiamento do Catarse.

“Essa cobertura da RDC só foi possível a partir da nossa campanha. Eu acho que ela é importante para alguns projetos especiais, quando a gente consegue colocar o dinheiro que os assinantes depositam na gente, como confiança, para fazer o nosso trabalho com tranquilidade”, afirma Borges.

Abaixo, conheça mais sobre as iniciativas da agência que tiveram o seu apoio em 2025:

Cobertura RD Congo

Há cerca de 30 anos, a República Democrática do Congo, país localizado na África Central, enfrenta um conflito com diferentes grupos armados com estimativa de dez milhões de pessoas. Apesar da catástrofe, a guerra não recebe o mesmo holofote da imprensa ocidental. Diante desse silêncio, a Alma Preta percorreu sete cidades do país africano com uma cobertura aprofundada e sensível à realidade da população congolesa para produção de matérias em campo sobre a crise humanitária. Os materiais foram reconhecidos pela “Cultures of Resistance Awards”, premiação internacional que destaca o ativismo criativo e iniciativas com foco social.

Campanha “Corredor em Perigo”

Criada pela Alma Preta em parceria com a agência Lew’Lara\TBWA, a campanha denuncia o racismo estrutural enfrentado por pessoas negras ao realizar atividades físicas em espaços públicos e contou com a presença do atleta negro Weslley Caitano, que correu pelas ruas de Niterói vestindo um simulacro de colete à prova de balas, para simbolizar a insegurança vivida por corredores negros no Brasil. Lançada em março de 2025, a campanha já conquistou seis prêmios neste ano, incluindo o Leão de Prata no Cannes Lions 2025, maior festival de criatividade do mundo. No 50º Clube de Criação, em outubro, a iniciativa ganhou em quatro categorias.

Alma Pretinha

A iniciativa reúne reportagens, análises, podcasts e materiais didáticos voltados à primeira infância com ênfase no recorte racial. A proposta é centralizar conteúdos sobre educação, saúde, desenvolvimento, política pública e cultura, trazendo dados, literatura e orientações para famílias e educadores. O espaço fortalece a representatividade e autoestima de crianças e famílias negras.

COP30

Durante onze dias da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), a equipe da Alma Preta esteve em Belém para a produção de uma cobertura com prioridade para a narrativa e reivindicação de comunidades quilombolas e povos originários, cruciais para o debate sobre preservação climática e justiça social. 

Dentre os destaques dos conteúdos produzidos pela agência estão investigações sobre empresas com histórico de violações ambientais que participaram da COP30, os impactos das obras para a Conferência em comunidades de Belém e a série de denúncias sobre racismo ambiental na região Amazônica.

Tem Clima Pra Isso?

Apresentado pelas comunicadoras socioambientais Jessilane Alves e Amanda Costa, o programa é uma série coproduzida pela Alma Preta com o Canal Futura e propõe debater a crise climática a partir de uma perspectiva antirracista com foco em experiências de populações negras, indígenas e periféricas. 

Ao longo de 24 episódios, que vão ao ar até abril de 2026, o programa convida o público a compreender como as mudanças climáticas afetam de maneira desigual diferentes grupos sociais, revelando que as soluções para o futuro do planeta também passam pela justiça social e ambiental. Os episódios são exibidos às quintas-feiras, às 22h, no Canal Futura e no Youtube da Alma Preta.

Marcha das Mulheres Negras

Em novembro, a Alma Preta se fez presente na 2ª Marcha das Mulheres Negras, em Brasília, que teve como tema “Bem Viver e Reparação Histórica”. O evento histórico reuniu mais de 300 mil pessoas entre ativistas, personalidades públicas e lideranças negras de diversos países em protesto pelas ruas da capital do país. 

As reivindicações incluíram maior ocupação de espaços de poder, celeridade em casos de violência contra mulheres negras e familiares, o fim da violência à juventude negra, o acesso público a arquivos do Judiciário relacionados à escravidão, entre outras.

Apoie

Em 2025, trabalhamos intensamente para realizar um jornalismo com compromisso social e excelência — e vocês, nossos apoiadores, fizeram parte de cada conquista. 

Para darmos continuidade a novos projetos e coberturas inéditas, contamos com o seu apoio. Em 2026, queremos, juntos, fortalecer o jornalismo preto, livre e comprometido com o nosso povo. Assine a campanha da Alma Preta no Catarse.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Dindara Paz

    Baiana, jornalista e graduanda no bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidade (UFBA). Me interesso por temáticas raciais, de gênero, justiça, comportamento e curiosidades. Curto séries documentais, livros de 'true crime' e música.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano