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Premiado pela ONU, fotógrafo brasileiro leva exposição sobre o Candomblé ao Paraguai

O acervo disponível para visitação em Assunção contempla mais de 31 obras, premiadas e inéditas, do fotógrafo documental André Fernandes
Oxum.

Oxum.

— Divulgação/André Fernandes

6 de dezembro de 2025

Reconhecido internacionalmente pela Organização das Nações Unidas (ONU), o fotógrafo brasileiro André Fernandes segue com a exposição “Candomblé” aberta à visitações em Assunção, no Paraguai. Sediada no Instituto Guimarães Rosa (IGR), a mostra acolhe obras inéditas e premiadas da identidade afro-brasileira, convidando o público para um mergulho nos territórios da diáspora. 

Localizada na Calle Eligio Ayala, as visitações são gratuitas e podem ser realizadas mediante agendamento com a Embaixada. Durante a visita guiada, o público se aprofunda na série “Orixás” (2014) e no novo ensaio do fotógrafo, “Ounjẹ Òrìṣà – Comida de Orixá” (2025), que compõem um acervo com 31 retratos sob lentes. 

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Focada nos costumes, ritos e na espiritualidade do terreiro Ilê Axé Alaketu, em Salvador, Orixás traz 15 fotografias que carregam a tradição e o respeito aos símbolos, às vestes e à ancestralidade da religião de matriz africana.

Após a série ganhar destaque na cena internacional, André se dedicou à um novo ensaio fotográfico, desta vez, com 16 obras exclusivas, registradas a partir de alimentos produzidos por Tata ria Nkisi Douglas Santana para Ounjẹ Òrìṣà – Comida de Orixá.

A nova produção visa conectar o sagrado ao cotidiano, despertando a curiosidade do público acerca dos alimentos que reverenciam os orixás. Assim como búzios, ferramentas e guias estabelecem a comunicação entre corpo e espírito, Fernandes destaca a importância dos alimentos como herança viva das tradições africanas.

“Não existe Candomblé sem comida; e cada comida servida em um terreiro é um gesto de respeito. Os ingredientes utilizados, os modos de preparo, utensílios e os rituais envolvem significados transmitidos oralmente ao longo de gerações, família por família”, explica a curadora da mostra, Mai Katz. 

Impacto nas comunidades paraguaias e expectativas para 2026 

Investindo no legado da conexão Brasil – África — Paraguai, a exposição também recebeu 15 desenhos em homenagem aos orixás, feitos à mão por crianças da comunidade afro-paraguaia do Kamba Cuá. A atividade foi feita em collab com o fotógrafo documental André Fernandes e a curadora Mai Katz, que acompanharam toda à etapa de produção.  

“É muito bacana trazer um pouco da nossa cultura para cá. Eu sempre falo que esse é um trabalho documental e que ajuda a desmistificar esse preconceito que a sociedade brasileira tem com relação ao Candomblé, conta o artista. 

Expandindo os horizontes da mostra para além das fronteiras paraguaias, André revela que o próximo destino da aclamada série Orixás será a Europa, a convite da ONU. A previsão é que as obras cheguem ao continente em agosto de 2026. 

Serviço

Exposição “Candomblé”, de André Fernandes
Onde: Instituto Guimarães Rosa (IGR) Asunción – Embajada de Brasil
Quando: até 30 de março de 2026
Dias e horários da exposição: mediante agendamento com o IGR Assunção, pelo Instagram.

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