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Série retrata cotidiano das comunidades quilombolas e destaca resistência negra no Maranhão

Produção aborda temas como cultura, história e educação das comunidades quilombolas maranhenses que fortalecem a identidade negra no Brasil
Cena do programa “Sou Quilombola”.

Cena do programa “Sou Quilombola”.

— Divulgação/Canal Futura

23 de novembro de 2025

Na semana em que foi celebrado o Dia da Consciência Negra, o Canal Futura lançou o programa “Sou Quilombola”. A produção apresenta as tradições, culturas e dinâmicas das comunidades quilombolas do estado do Maranhão.

Ao longo de seis episódios, a série aborda aspectos fundamentais do cotidiano dessas populações, explorando temas como história, resistência, religiosidade, educação, cultura e juventude.

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Produzida, roteirizada e dirigida por Fabiano Morais, a temporada integra a programação “Sou”, realizada em parceria com a Uern TV. Para Morais, o audiovisual tem papel fundamental na ampliação do acesso às narrativas quilombolas e na valorização de seus significados para a sociedade brasileira.

“Quando trazemos essas histórias à tona e damos voz aos protagonistas sociais, contribuímos, de certo modo, para um mínimo de justiça social, ao menos na comunicação. Esse é um dever nosso como produtores, roteiristas e diretores de audiovisual, quando há compromisso social e ético. Tive a oportunidade de ouvir relatos de muitos quilombolas que ainda lutam para afirmar a igualdade que merecem. É como tivéssemos evoluído muito tecnologicamente, mas pouco, em alguns casos, moralmente”, afirmou em comunicado à imprensa. 

A série foi inteiramente gravada no Maranhão, estado que concentra o maior número de comunidades quilombolas do país e o segundo com maior população quilombola. Segundo o Censo de 2022, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 24% das localidades quilombolas brasileiras estão na região, totalizando 2.025 registros.


Entre as histórias apresentadas, estão celebrações como o “Tambor de Crioula”, que preserva tradições de matriz africana, e a “Festa do Divino”, manifestação do catolicismo popular. Também traz reflexões sobre a busca por uma educação que valorize a ancestralidade e o protagonismo da juventude quilombola.

O líder de projetos do Canal Futura, André Libonati, afirma que a série busca dar visibilidade a temas para a compreensão da cultura e da história do país, contribuindo para combater preconceitos e desinformações ainda existentes sobre os quilombolas.

“No caso específico de Sou Quilombola, a série valoriza a rica diversidade desse grupo étnico descendente de africanos ao explorar a forte conexão com a ancestralidade e com as tradições culturais próprias. Acreditamos que, por meio de produções audiovisuais, o valor  histórico dessas comunidades seja verdadeiramente reconhecido”, destaca.

Além dos episódios principais, foram produzidos 11 interprogramas, cinco para televisão e seis para redes sociais, que aprofundam temas como educação enquanto ferramenta de emancipação, pertencimento, identidade negra e maranhense, memória, empreendedorismo artesanal e reflexões sobre a luta contra o preconceito e resistência.

Os episódios vão ao ar às terças-feiras, até 23 de dezembro, às 22h30, no Canal Futura.

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  • Thayná Santana

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